Ainda estamos aqui!
- Pão do Bento

- há 5 dias
- 2 min de leitura
Apesar do movimento pró alimentação saudável dos anos 1970 ter tido um caráter fortemente local e espontâneo no Brasil, é inegável a influência mundial dos Estados Unidos tanto para o que é ruim quanto para o que é bom. Mas, também nesse caso, a motivação é a mesma: money.
Depois de décadas incentivando o consumo de produtos industrializados e ultraprocessados para defender os interesses da sua indústria e o avanço da economia do país, o governo dos Estados Unidos publicou, em 7 de janeiro de 2026, um documento que muda de forma importante sua política nutricional federal: em vez de incentivar produtos industrializados, passaria a priorizar “comida de verdade”. A ideia central seria melhorar a saúde da população e, ao mesmo tempo, reduzir drasticamente os custos com saúde pública, hoje muito altos.
Para sustentar o argumento de que a política anterior piorou doenças ligadas à alimentação: 48% dos impostos federais iriam para saúde, e 90% desses gastos seriam com doenças crônicas evitáveis; os EUA teriam altas taxas de obesidade e diabetes tipo 2 e expectativa de vida 4 anos abaixo da média da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e 77% dos jovens em idade militar não seriam elegíveis por doenças crônicas ligadas à alimentação. Também é mencionado que os gastos totais com saúde teriam chegado perto de U$6 trilhões em 2025 e seguiriam crescendo, podendo passar de 20% do PIB.
No Brasil, desde março de 2024 os ultraprocessados foram excluídos da cesta básica do governo federal por motivo semelhante: saúde pública. Ultraprocessados tendem a concentrar açúcar, gorduras e aditivos e ter baixa densidade nutricional. Ao tirá-los da “cesta referência”, o Estado sinaliza que dinheiro público e programas sociais devem incentivar comida de verdade.
Estamos em 2026 e desde 1986 o Pão do Bento levanta a bandeira do alimento verdadeiro, integral e nutricionalmente relevantes. Quem sabe agora, com a mudança de direção dos Estados Unidos se consiga desmascarar também as "dietas de marketing” cujos argumentos não se sustentam se submetidos a uma contestação séria.

A imagem acima ilustra o nosso logotipo antigo. Quem é dessa época vai lembrar!




Comentários